Agência da ONU se contradiz em relação a roubo de suprimentos pelo Hamas

A UNRWA, organização das Nações Unidas que trabalha com refugiados palestinos e seus descendentes, afirmou que as autoridades do Hamas na Faixa de Gaza roubaram combustível e suprimentos médicos destinados aos refugiados de suas instalações na Cidade de Gaza. Porém, pouco depois de postar a reclamação no X (antigo Twitter), a UNRWA excluiu as postagens e, posteriormente, afirmou que nada havia sido saqueado.
Em sua declaração original, a agência disse que pessoas que alegavam pertencer ao Ministério da Saúde administrado pelo Hamas carregaram os suprimentos em caminhões, e acrescentou que qualquer uso não humanitário do combustível é “fortemente condenado”.
Ainda segundo a organização, os seus responsáveis foram “obrigados a evacuar” a sede da UNRWA na Cidade de Gaza na sexta-feira e desde então “não tiveram acesso ao complexo nem detalhes adicionais sobre a remoção de bens”. A UNRWA acrescentou que as câmeras que monitoram a instalação pararam de funcionar após serem danificadas por “explosões do conflito dos dias anteriores”.
A UNWRA tem um comprovado histórico de incitação ao ódio contra Israel e o povo judeu, além do enaltecimento do terrorismo. Anteriormente, um túnel feito artificialmente foi encontrado sob a estrutura de uma das escolas gerenciadas pela agência. Redes de túneis como este são usadas pelo Hamas para a movimentação de seus agentes ou para armazenar armas, incluindo foguetes e lançadores, sendo estrategicamente posicionados em locais frequentados por civis.
Além disso, a UNWatch, organização independente de defesa aos direitos humanos com base em Genebra, expôs que mais de 100 educadores e servidores que trabalham para essa agência incitavam publicamente a violência contra israelenses e o preconceito contra judeus nas redes sociais, de acordo com um relatório da organização de agosto de 2021. Além disso, em outra ocasião, seis professores ligados à UNWRA foram afastados depois que outro relatório expôs que esses funcionários incitaram o antissemitismo e o terrorismo, convocando muçulmanos a “lutar contra os judeus e matá-los” ou glorificando ataques do Hamas contra civis israelenses, por exemplo. A agência também foi acusada de usar livros didáticos antissemitas. Em relatório publicado em 2023 pelo Instituto de Monitoramento da Paz e Tolerância Cultural na Educação Escolar (IMPACT-se) em parceria com a ONG UN Watch, 133 educadores e funcionários da UNRWA foram denunciados no documento por terem incitado ódio e violência nas mídias sociais, bem como 82 professores e outros funcionários afiliados a 30 escolas administradas pela organização que estavam envolvidos em “redigir, supervisionar, aprovar, imprimir e distribuir conteúdo de ódio para os alunos”.
Para André Lajst, cientista político e presidente executivo da StandWithUs Brasil, “é inadmissível que uma organização de ajuda humanitária como a UNRWA não só esteja propagando discursos de ódio antissemitas e antissionistas, como temos visto há anos, mas também sendo conivente com as ações do Hamas de forma prática, inclusive em momentos críticos como a guerra que estamos vivendo, em que milhares de pessoas inocentes são afetadas. Com os posts apagados neste caso, denunciando o roubo por parte do Hamas, fica claro que no mínimo a organização pode estar sendo influenciada pelo grupo terrorista, e isso só reforça que o Hamas não representa a população palestina”.
“Israel fará de tudo para proteger seus cidadãos e para evitar danos às pessoas não envolvidas, mas as organizações terroristas operam conscientemente usando a população civil, cometendo um duplo crime de guerra: disparando indiscriminadamente contra civis israelenses, e usando os residentes civis da Faixa de Gaza como escudos humanos”, conclui o especialista. “Com essa influência e/ou conivência com o grupo terrorista em Gaza, bem como o ensino sistemático de ideias antissemitas e glorificação da violência para com o povo israelense, infelizmente é muito difícil imaginarmos uma paz duradoura”.
Neyinhonews/Redação
Fonte: Site/Itamrajunews
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