Dois homens morrem em confronto com policiais militares

Dois homens morreram em confronto com policiais militares entre o início da noite de quarta-feira (8) e a manhã desta quinta (9), em Salvador e Queimadas, no norte do estado. Armas e drogas foram apreendidas. O primeiro caso foi registrado na capital baiana, no bairro da Fazenda Grande do Retiro. De acordo com a Polícia Militar, uma equipe fazia patrulhamento na Avenida Bernardo Spector, quando encontrou um grupo de homens armados. Esses suspeitos teriam disparado contra os policiais, que revidaram.

A PM disse ainda que houve uma reação, e que depois da troca de tiros, um dos homens foi encontrado ferido, mas não detalhou o que aconteceu com os outros suspeitos. O homem foi socorrido e levado para o Hospital Geral Ernesto Simões Filho (HGESF), mas não resistiu e morreu.

O caso foi registrado no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), para onde foram levadas uma pistola, carregador, munições, 62 pedras de crack, 37 porções de cocaína, 45 frascos de lança-perfume, além de outros materiais usado no tráfico de drogas.

Caso em Queimadas

Homens morrem em confronto com policiais militares na Bahia — Foto: Reprodução/TV Bahia

Homens morrem em confronto com policiais militares na Bahia — Foto: Reprodução/TV Bahia

O caso de Queimadas seguiu um enredo semelhante. Conforme a PM, o homem estava em atitude suspeita, que não foi descrita, e os policiais tentaram abordá-lo. Este homem teria então atirado contra os policiais, que também reagiram.

Assim como na capital, os militares encontraram o homem caído ao chão, e o levaram para um hospital – neste caso, o Hospital Municipal de Queimadas. Lá, um médico atestou a morte. O caso foi registrado na Delegacia de Senhor do Bonfim, que fica a cerca de 85 km do primeiro município.

A polícia disse que foram encontrados com o suspeito um revolver, cartuchos, dois estojos, 45 papelotes de cocaína, 27 pedras de crack, 200 maconha e R$ 30 em dinheiro.

Adolescente morto por policiais

O adolescente José Adriano foi morto em por policiais militares em Salvador — Foto: Arquivo Pessoal

O adolescente José Adriano foi morto em por policiais militares em Salvador — Foto: Arquivo Pessoal

As mortes em confrontos policiais seguem ocorrendo como rotina na Bahia. Um dos casos recentes e mais marcantes foi registrado no subúrbio de Salvador. No dia 29 de outubro, um adolescente de 17 anos foi morto enquanto pilotava a própria moto – que ele usava no trabalho de entregador de pizza.

As versões da família e da Polícia Militar são bastante divergentes. Familiares de José Adriano Ferreira afirmam que ele voltava para uma festa de aniversário, após sair para comprar cerveja, no momento em que os policiais atiraram.

O adolescente foi morto em frente a um terreiro de candomblé, e uma cadela que estava próxima dele também morreu. A família sustenta que, além de trabalhar em uma pizzaria, o adolescente estudava e não tinha envolvimento com crimes.

A PM, no entanto, diz que José Adriano estava com outro homem, ambos armados na motocicleta. Ainda conforme a polícia, eles teriam atirado ao verem os policiais. O adolescente foi socorrido para o Hospital do Subúrbio e morreu. O outro suspeito teria fugido, e ele nunca foi encontrado.

Revoltados com a versão da PM, familiares e amigos de José Adriano fizeram um protesto no dia 30 de outubro, na Estrada Velha de Periperi, em um trecho próximo à Nova Constituinte, para cobrar justiça e explicações.

Vigilante assassinado

Família diz que não houve confronto — Foto: Arquivo Pessoal

Família diz que não houve confronto — Foto: Arquivo Pessoal

Dez dias antes da morte de José Adriano, um vigilante de 43 anos também foi assassinado em Salvador. Na versão da corporação, Weliton Bastos Oliveira, de 53 anos, foi baleado em um suposto confronto entre policiais militares e um grupo criminoso.

A família de Weliton, no entanto, sustenta que os policiais chegaram no bairro atirando, e que não houve confrontos no local. A PM disse que apreendeu uma pistola com o vigilante – informação que também foi contestada.

Segundo os familiares, Weliton conversava com um amigo na porta da casa em que morava. O vigilante deixou três filhos, um deles recém-nascido. Quando foi levado para o Hospital Geral do Estado (HGE), pelos policiais, Weliton estava com um ferimento na perna.

No momento em que os familiares chegaram na unidade de saúde, descobriram que o vigilante também tinha um machucado na cabeça e estava morto. O caso é investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde a ocorrência foi registrada.

Netinhonews/Redação

Fonte: Site/G1



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Publicado em 09 de novembro de 2023



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