Dois membros de Seita “Religião de Irmandade” sequestra criança recém-nascida para realização de ritual espírita; PM’s conseguem salvar Bebê e prender os envolvidos

A Central o CICOM/190 foi informada por familiares de um Bebê do sexo masculino de apenas 20 dias de nascido, que o mesmo teria sido pego por uma mulher desconhecida no interior da sua residência sem autorização dos familiares no bairro Damor da Cruz Alcântara, no final da manhã deste sábado, 14 de janeiro, na cidade de Caravelas. A Central designou que a guarnição do 2º Pelotão da 88º CIPM, lotado na referida cidade, se deslocasse para atender a ocorrência, momento que os PM’s tomaram conhecimento da situação, e que tiveram informações que a mulher que teria pegado o Bebê no interior do imóvel, colocando o mesmo dentro de uma mochila, sem conhecimento e autorização dos familiares, tinha sido vista indo em direção ao distrito de Barra de Caravelas, onde foi localizada e presa, e o Bebê resgatado.
A mulher que foi identificada como, Sthefany de Jesus Silva, 25 anos, declarou que não estava sozinha e que tinha outra pessoa da irmandade de sua Religião “Matriz Africana”, que estaria junto com ela, e que teria sido o mesmo, que teria a chamado para realizar tal “Ritual”, com uma criança recém-nascida nas águas do mar, fazendo assim o seu batizado, com os ritos das suas crenças religiosas. Os Policiais em diligência continua localizou o segundo membro da irmandade religiosa, e efetuou a sua prisão, sendo identificado como, Ailton Ferreira dos Santos, 53 anos, que se declarou ser homossexual, e que naquele primeiro momento ele não sabia o que estaria acontecendo.

Os PM’s conduziu os acusados juntamente com uma pessoa da família do Bebê, sendo a mesma que fez a denúncia através do 190, para Sede da 8ª COORPIN em Teixeira de Freitas, onde foi apresentado o caso para o delegado de plantão, Dr. Charlton Bortolini, que após realização das oitivas, identificou que os dois acusados, Sthefany Silva e Ailton Ferreira, são da cidade de Feira de Santana, onde eles fazem parte da referida “Religião Matriz Africana”, segundo eles, e que teriam ido para cidade de Caravelas, e que lá, o Ailton, teria convencido a sua irmã de irmandade religiosa, a cometer tal ato, no qual, ela diz em depoimento que o mesmo, teria falado que eles iriam realizar apenas o batismo da criança nas águas do mar, conforme ritual relatado pela mesma, com roupas brancas e entrega aos espíritos da sua religião, e que não iria fazer nenhum mal à mesma.

Sthefany disse ainda, que teria ido à casa da criança antes de cometer o sequestro, acompanhada de uma terceira pessoa que ela conhece na cidade de Caravelas, e por esse motivo, sabia da existência do Bebê na referida casa, e que ela teria pegado a criança e colocado dentro da mochila, e levado para o local combinado com o comparsa de tal crime, e irmandade. Já o Ailton, no primeiro momento teria negado para nossa reportagem, qualquer participação no ocorrido, e que não sabia o que ele estaria fazendo ali, e qual acusação ele estaria sendo suspeito de cometer.
Já em depoimento ele assumiu todos os relatos acima dito pela Sthefany, porém ele não teria a mandando pegar o Bebê, sem a autorização dos familiares, e que realmente eles não iriam fazer nenhum mal ao recém-nascido, que era apenas uma ritual de batismo, e que depois a criança seria devolvida aos familiares. Mas a Sthefany, disse que as conversas, com orientações e combinações estão no aplicativo WhatsApp, e que ele teria sido o mentor orientador de tal ação.

Eles foram flagrateados por Sequestro e Cárcere Privado, com agravante da vítima ser menor de idade. Eles foram encaminhados para carceragem onde se encontram à disposição da Justiça. O inquérito policial será encaminhado para o delegado titular do município de Caravelas, Dr. Marco Antônio Neves, que dará continuidade as investigações, inclusive pedindo quebra de sigilo telefônico, para que possam averiguar as mensagens trocadas entre os acusados, podendo agravar as acusações no inquérito a depender do que puder ser comprovado mediante ao sequestro e o ritual que seria realizado para com a vítima (Bebê). Familiares do Bebê recém-nascido ficaram temerosos que o pior poderia acontecer com a criança, e que eles não acreditam que os acusados iriam devolver a criança, e que criança possivelmente iria ser sacrificada.
Netinhonews/Cloves Neto
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