EUA autorizam transplantes de rim de porco em humanos

Os porcos são geneticamente modificados para que seus órgãos sejam mais compatíveis com receptores humanos

Médicos cirurgiões durante uma cirurgia passando instrumentos com uma luz vinda de cima
É possível mudar de personalidade após um transplante de órgãos? (Imagem: Inside Creative House/Shutterstock)

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O transplante de órgãos revolucionou a medicina, dando uma segunda chance para muitas pessoas. No entanto, a escassez de órgãos humanos tem se tornado um problema crescente, especialmente nos Estados Unidos.

Dessa forma, órgãos de porco geneticamente modificados tornaram-se uma esperança. Opção que está mais perto de se tornar realidade após uma decisão da Food and Drug Adminstration (FDA), órgão regulador de alimentos e medicamentos dos EUA.

Empresa eGenesis desenvolveu método que reduz chances de rejeição dos órgãos (Imagem: Julien Tromeur/Shutterstock)

Porcos são geneticamente modificados

  • Nesta semana, a autoridade norte-americana autorizou a realização de testes em humanos envolvendo rins de porcos da empresa de biotecnologia eGenesis.
  • Os suínos são geneticamente modificados para que seus órgãos sejam mais compatíveis com receptores humanos.
  • A chave para esse esforço é o uso de uma ferramenta chamada CRISPR para desativar o gene responsável por um carboidrato conhecido como alfa gal.
  • Sem isso, o corpo humano rejeitaria um órgão de porco quase imediatamente.
  • Os testes irão durar 24 semanas e irão analisar a segurança e eficácia do método, segundo comunicado divulgado pela própria eGenesis.

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Porcos são geneticamente modificados para serem usados em transplantes (Imagem: Mark Agnor/Shutterstock)

Testes devem começar ainda neste ano

Segundo especialistas, a autorização dos testes em humanos vai ampliar o conhecimento sobre o transplantes de órgãos de porco. Isso porque os experimentos feitos até agora eram específicos, limitados a poucos pacientes que se enquadravam em uma série de condições.

Os casos únicos, ou estudos com um único paciente, são super úteis para entender onde estamos de forma geral… mas a grande questão é: como isso se comporta em uma variedade de pacientes diferentes? A única maneira de responder como isso vai se comportar em uma multiplicidade de pacientes é realizar um estudo maior.

Mike Curtis, presidente e CEO da eGenesis

transplante
Autorização é um passo para tornar os transplantes entre espécies uma realidade (Imagem: Akarawut/Shutterstock)

A empresa planeja realizar os primeiros transplantes ainda em 2025. A ideia é transplantar 33 pacientes ao longo dos próximos dois anos e meio. Neste grupo estarão incluídas pessoas com uma condição de saúde melhor, o que pode ajudar a verificar a durabilidade dos órgãos.

Alessandro Di Lorenzo

Colaboração para o Olhar Digital

Alessandro Di Lorenzo é formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e atua na área desde 2014. Trabalhou nas redações da BandNews FM em Porto Alegre e em São Paulo.

Fonte: olhardigital.com.br



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Publicado em 10 de setembro de 2025



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