Homem é executado pelo tribunal do crime por está tendo relacionamento extraconjugal; famílias da comunidade tem que serem respeitadas diz criminosos

Um homem foi morto na noite de domingo (20), no bairro Sapucaeira, em Eunápolis. Há indícios, segundo a comunidade, que Nilton Ribeiro dos Santos, de 53 anos, foi mais uma vítima do “tribunal do crime”, um grupo composto por membros de uma facção que costumeiramente “julga” seus desafetos. Frequentemente, a sentença é a morte. A reportagem apurou junto a testemunhas que dois criminosos conduziram Nilton, sua esposa e outro casal a um terreno isolado nos arredores de um conjunto habitacional. Nesse local, a intenção era discutir uma suposta relação extraconjugal de Nilton com a outra mulher do segundo casal levados pelos criminosos.
De acordo com as informações, os criminosos decidiram que Nilton seria punido com 30 “ripadas” nas costas. Entretanto, ele não teria aceitado a punição e conseguiu escapar do local, mas foi alcançado pela quadrilha em frente à sua própria residência, onde acabou sendo morto a tiros e golpes de madeira, com palavras sendo proferidas pelos criminosos: “As famílias da comunidade tem que serem respeitadas, se não respeitar, irá pagar com a própria vida”. Disseram os criminosos enquanto matava a vítima, segundo populares.

JUSTIÇA À MARGEM DA LEI – Os “tribunais do crime”, criados pelo PCC e disseminados em todo o país, estabelecem um sistema de julgamento e punição voltado àqueles que prejudicam os interesses da facção ou violam suas regras disciplinares na comunidade controlada. Em Eunápolis, ao longo dos últimos anos, dezenas de pessoas foram mortas por meio desse procedimento, resultando frequentemente no desaparecimento das vítimas, uma vez que seus corpos são ocultados.
Netinhonews/Redação
Fonte: Site/Radar.news
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