Hospital Costa das Baleais troca corpos de pacientes que foram a óbito ao entregá-los para agente funerário; familiares denunciam a falta de responsabilidade, informações e humanização

Imagem Ilustrativa

Familiares procuraram a nossa redação para denunciar uma falha de natureza gravíssima por parte de funcionários do Hospital Estadual Costa das Baleias – HECB em Teixeira de Freitas (BA), o qual atende toda a região do Extremo Sul, com atenção maior para os 13 municípios da região denominada (Costa das Baleias), o que faz referência à referida unidade hospitalar. Segundo familiares do paciente (Jeovagno Ramos Viana), 44 anos, oriundo do município de Itanhém (BA), teria sido transferido para a referida unidade Hospitalar – HECB, há cerca de 20 dias, onde foi diagnosticado com infecção avançada no pâncreas, e, após esse período internado, ele teria ido a óbito na manhã deste domingo, 26 de abril, sendo comunicado a eles.

Segundo o irmão do então paciente, eles teriam chegado por volta das 13h20 naquela Unidade Hospitalar, com um agente funerário da referida cidade de Itanhém, para a retirada do corpo para a realização do translado e os procedimentos fúnebres. Momento em que eles procuraram a recepção, identificaram-se como familiares do referido paciente que teria ido a óbito, quando foram encaminhados para o necrotério, onde haveria uma funcionária ou prestadora de serviços, que informou de forma ríspida que não haveria nenhum corpo com aquele nome no necrotério, mas que iria tentar buscar alguma informação, mas não retornou, tendo eles ficado por horas a esperar, quando novamente foram à recepção e pediram informações do que estaria acontecendo, instante em que foram informados que estaria sendo averiguado, mas que não poderia passar nenhuma informação, pois não teria autorização para tal situação.

O agente funerário contratado pelos familiares obteve informações de que outros colegas de uma funerária de Teixeira de Freitas teriam buscado um corpo minutos antes da chegada deles. Que, neste momento, o então agente funerário fez contato com os colegas da funerária citada, quando se descobriu que o corpo entregue a eles se tratava da pessoa que eles estariam procurando (Jeovagno Ramos Viana), e que já estaria na cidade de Alcobaça (BA), sendo velado pela família de outro paciente que também teria ido a óbito nesta mesma data. Momento em que se descobriu o erro por parte dos funcionários do HECB na entrega do corpo com a identificação trocada, que de imediato o preposto da funerária que estava prestando os serviços para a família de Alcobaça solicitou que os colaboradores que estavam acompanhando os serviços fúnebres retornassem com o corpo de (Jeovagno Ramos), para que pudesse fazer a troca. Enquanto isso, outra equipe iria retirar o corpo correto no hospital e adiantar os procedimentos com o corpo correto.

Sendo comunicado ao departamento de assistência social tanto por parte do preposto da funerária, como também foi informado pelos familiares presentes naquela unidade hospitalar do (Jeovagno). Que, inicialmente, segundo os familiares, o hospital teria então se prontificado a arcar apenas com as despesas fúnebres da família de Alcobaça, mas minutos depois, após os familiares de (Jeovagno) falarem que iriam tomar as providências cabíveis decorrentes da indignação e do constrangimento dos fatos ocorridos, eles então foram informados de que também iriam arcar com as despesas fúnebres deles para o sepultamento do seu familiar.

O caso tomou proporção em toda a região, após os fatos ocorridos, o que levou os familiares da pessoa (Jeovagno Ramos Viana), que foi sepultada na manhã desta segunda-feira (27), a realizar ocorrência na delegacia territorial de Itanhém, para a equipe do delegado substituto, Dr. William Pereira, que irá apurar os fatos ocorridos decorrentes da troca dos corpos, o que gerou toda essa situação constrangedora para os familiares de ambos os corpos envolvidos nesta situação. Familiares de (Jeovagno Ramos) disseram que, caso os funcionários da referida unidade Hospitalar tivessem dado a atenção devida a eles, quando eles chegaram, poderia ter evitado todo esse transtorno, pois, quando eles chegaram, o corpo teria sido entregue de forma errônea minutos antes, o que poderia ter sido tudo resolvido de forma rápida, pois o corpo foi levado para a funerária para realização dos procedimentos para o velório e sepultamento, e somente depois disso foi feito o translado para a cidade de Alcobaça. Mas eles, além de não terem atenção dos responsáveis por tal situação no hospital, ainda tiveram certo descaso com a situação, pois somente foi resolvido o equívoco após o contato entre os agentes funerários prestadores de serviços às respectivas famílias, horas depois, quando já estava acontecendo o velório para o sepultamento na cidade de Alcobaça, pela dimensão do tempo que se levou e pela falta de respeito e humanização para com atenção ao atendimento a eles naquele momento.

 

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Netinhonews/Redação



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Publicado em 27 de abril de 2026



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