Lideranças indígenas pedem Polícia Federal e Direitos Humanos na região da aldeia Barra Velha

Após a execução, por pistoleiros, de dois indígenas da etnia pataxó, ocorrida terça-feira (17) na BR-101, próximo ao distrito de Montinho, no município de Itabela, o Movimento Indígena da Bahia (MIBA) solicitou às autoridades em Brasília o envio à região, com urgência, de equipes da Polícia Federal e dos Direitos Humanos. A medida visa a preservação da vida dos indígenas que residem na aldeia Barra Velha, em Porto Seguro, que está sob forte ameaça de pistoleiros, conforme ofício encaminhado na noite de terça-feira aos titulares do Ministério dos Povos Originários, Sonia Guajajara; do Ministério da Justiça, Flávio Dino; e à presidente da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Joenia Wapichana.
No documento, assinado pelo coordenador executivo estadual do Miba, Zeca Pataxó, é solicitado também que a Polícia Federal fique à frente das investigações sobre o duplo homicídio, ocorrido na entrada de uma das fazendas ocupadas por 19 comunidades pataxó do Extremo Sul da Bahia há cerca de um ano. Os indígenas reivindicam a homologação da área, que fica entre os municípios de Porto Seguro e Prado. Os dois jovens executados eram das aldeias Craveiros e Barra Velha, localizadas nessa área, onde o clima entre ruralistas e indígenas é de muita tensão. Os pataxó denunciam que, nos últimos meses, vêm sofrendo várias ameaças e ataques a tiros.
Desde o ano passado, os ruralistas vêm listando as fazendas que foram invadidas e denunciam a utilização de armas de fogo pelos indígenas. O Sindicato dos Produtores Rurais de Itabela deve divulgar uma nota condenando o duplo homicídio ainda nesta quarta-feira (18).
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Fonte: Site/Radar.news
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