Polícia Federal prende gerente da Caixa Econômica de Posto da Mata em Nova Viçosa durante a Operação “Tântalo”

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira, 10 de setembro, a Operação “Tântalo”, investigação que apura um suposto esquema de fraudes contra a Caixa Econômica Federal e que teria provocado prejuízo superior a R$ 7,6 milhões. As Investigações apontam possível uso de função em instituição financeira para abertura irregular de contas, operações de crédito e transferências indevidas.
A ação foi realizada em Posto da Mata, distrito de Nova Viçosa, no Extremo Sul da Bahia, onde os Policiais Federais cumpriram um mandado de prisão preventiva e outro de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal. O alvo da Operação foi identificado como “Alexandre Campos Fernandes”, 45 anos, Gerente Geral da Agência da Caixa Econômica do distrito de Posto da Mata, que foi preso em sua residência situada na Rua Nanuque, Bairro Castelo, no referido distrito. As informações, são que, ele vinha sendo investigado pela Polícia Federal pela suspeita de ter utilizado sua posição funcional para viabilizar operações bancárias consideradas fraudulentas. O caso está sob investigação, e para saber da existência ou não de outros envolvidos nas fraldes, e exatamente como tudo transcorria, para onde foram os valores desviados.

Investigação mira movimentações realizadas dentro da instituição financeira
De acordo com as informações divulgadas sobre a operação, os investigadores apuram um conjunto de procedimentos que teriam sido realizados de maneira irregular no sistema bancário. Entre as suspeitas estão a abertura indevida de contas, o lançamento de informações falsas em sistemas informatizados, a contratação fraudulenta de operações de crédito e a transferência de recursos para benefício próprio.
A apuração busca esclarecer como essas operações foram realizadas, quais valores foram movimentados e quem eventualmente teria participado ou se beneficiado das transações investigadas.
Equipamentos e documentos serão analisados
Durante o cumprimento do mandado de busca, os Agentes Federais recolheram dispositivos eletrônicos, documentos e outros materiais considerados relevantes para a investigação. O conteúdo apreendido deverá passar por análise técnica e pericial. A expectativa é de que os dados encontrados possam auxiliar os investigadores na reconstrução das movimentações financeiras e na identificação de outras pessoas que eventualmente tenham participado das operações.
A Polícia Federal também deverá verificar se os materiais apreendidos indicam a existência de outras condutas criminosas relacionadas ao caso.
Rastro financeiro é uma das frentes da apuração
Além de identificar a dinâmica das operações, a investigação deverá avançar sobre a destinação dos valores que teriam sido desviados. Segundo as informações divulgadas pela Polícia Federal, também estão entre os objetivos da apuração a identificação de possíveis coautores, participantes ou beneficiários, além do rastreamento patrimonial e da adoção de medidas destinadas à recuperação de ativos.
O prejuízo atualmente estimado ultrapassa R$ 7,6 milhões, valor que poderá ser melhor dimensionado à medida que os documentos, equipamentos e registros bancários sejam analisados.

Operação segue em andamento
Apesar da prisão e do cumprimento do mandado de busca e apreensão, a Operação “Tântalo” ainda não foi encerrada. A Polícia Federal continua trabalhando na análise das informações obtidas e na identificação de todos os envolvidos e possíveis beneficiários das operações investigadas. A apuração também deverá definir a extensão das fraudes e eventual responsabilidade criminal dos investigados, conforme o avanço do inquérito e a análise das provas reunidas. O caso chama atenção no Extremo Sul da Bahia pelo volume financeiro sob investigação e por envolver suspeitas de utilização de mecanismos internos de uma instituição bancária para a realização de operações fraudulentas.
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Netinhonews/Max Almeida
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