Policial penal pediu ajuda a Tarcísio de Freitas antes de tirar a própria vida
No dia 15 de novembro de 2025, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, publicou nas redes sociais uma homenagem à esposa. Entre centenas de comentários, um deles deveria ter chamado sua atenção. O policial Luiz Henrique Ribeiro, que completava 23 anos na Polícia Penal em profunda depressão, pediu ajuda para conseguir tratar sua doença. Com três filhos, um deles com apenas 7 anos, Luiz Henrique apelou ao governador como último recurso:
“Vi o quanto o Sr fala da sua família, então ajuda a minha, sou funcionário público há 23 anos e estou precisando de ajuda urgente para tratamento de duas doenças que têm cura. Estou numa depressão profunda, mal saio do quarto, ajuda por amor de Deus. Mandei mensagem desde 2023 no início das doenças e nada foi respondido. É por isso que há tantas tentativas contra a própria vida de tantos servidores, pois mesmo com vergonha e que se humilham a ajuda não vem!”
Seu comentário nunca foi respondido. Nenhuma ação foi tomada. Menos de três meses depois, no dia 9 de fevereiro de 2026, Ribeiro morreu após uma tentativa contra a própria vida. Ele estava afastado da Penitenciária de Marília e tentava tratar uma doença que o mantinha acordado por noites inteiras. Medicações não faziam efeito. Mudanças de médicos não traziam alívio. O Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo (IAMSPE), estava sucateado demais para oferecer o tratamento que ele desesperadamente procurava.
O caso de Luiz está longe de ser único. O Boletim do Instituto de Pesquisa, Prevenção e Estudos em Suicídio (IPPES) 2025 mapeou 112 mortes autoprovocadas de policiais penais ativos entre 2020 e 2024 em todo o Brasil. São Paulo concentra 30 desses casos. Na comparação entre 2023 e 2024, todas as demais instituições de segurança pública registraram queda no número de suicídios; apenas a Polícia Penal teve aumento.
O Sindicato dos Policiais Penais de São Paulo (Sinppenal) contabilizou pelo menos cinco casos em 2025. A morte de Ribeiro é o primeiro confirmado em 2026, sinal de que a epidemia acelera.
“Depressão, ansiedade e outros problemas psiquiátricos são comuns no sistema prisional de São Paulo. O adoecimento é provocado pelas condições insalubres dos presídios, o risco permanente à vida e pelo excesso de trabalho”, relata Fábio Jabá, presidente do Sindicato.
Fonte: ICL Notícias
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