Eleições 2026: Bahia reelege Jerônimo, elege Rui Costa e Jaques Wagner para o Senado e define nova composição da Câmara Federal e da Assembleia Legislativa; além de uma votação expressiva para Lula 

Rui Costa, Jerônimo Rodrigues, Lula e Jaques Wagner – Foto Internet: Ricardo Stuckert

Resultado das urnas mantém a força do grupo Governista no Estado, garante duas cadeiras do Senado ao PT e produz renovação e mudanças na representação Federal e Estadual. As urnas definiram, neste domingo, 4 de outubro de 2026, os novos representantes da Bahia para os próximos quatro anos e também registraram uma das disputas eleitorais mais acompanhadas dos últimos anos no Estado.

Além da escolha para a Presidência da República, o eleitorado Baiano definiu o governador, dois senadores, 39 deputados federais e 63 deputados estaduais. Os resultados foram divulgados pela Justiça Eleitoral por meio do sistema de totalização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O resultado consolidou a reeleição de Jerônimo Rodrigues (PT) ao Governo da Bahia, confirmou Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT) como os dois novos senadores eleitos pelo estado e definiu uma nova composição das bancadas baianas na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA).

Na disputa presidencial, o eleitorado Baiano também apresentou uma votação significativamente favorável ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que terminou o primeiro turno na liderança no Estado, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) ficou na segunda colocação. Em nível nacional, os dois avançaram para o segundo turno, marcado para 25 de outubro.

Jerônimo Rodrigues é reeleito governador no primeiro turno

A principal disputa Estadual terminou sem necessidade de segundo turno. Jerônimo Rodrigues (PT) foi reeleito governador da Bahia ao alcançar 55,80% dos votos válidos, enquanto ACM Neto (União Brasil) terminou na segunda colocação. O resultado foi confirmado pelo TSE ainda na noite de domingo.

Com a votação, Jerônimo garante mais quatro anos à frente do Executivo Baiano

A disputa teve ainda Ronaldo Mansur (PSOL), Aroldo Felix (UP), Maria Bona (PCO) e Ariel Capistrano (DC). O resultado chamou atenção porque recoloca Jerônimo no centro do cenário político Estadual para o próximo ciclo administrativo e mantém o grupo político ligado ao PT no comando do Governo da Bahia.

Bahia volta a eleger dois senadores do mesmo partido

Uma das maiores marcas da eleição de 2026 foi o resultado para o Senado. Rui Costa (PT) foi o candidato mais votado para uma das duas cadeiras em disputa, com 30,07% dos votos válidos, seguido por Jaques Wagner (PT), com 27,65%. Com isso, os dois representantes eleitos para o Senado Federal pela Bahia pertencem ao mesmo partido. Na sequência ficaram Angelo Coronel (Republicanos), com 20,11%, e João Roma (PL), com 19,97%.

O resultado teve repercussão nacional justamente porque a Bahia foi apontada pela cobertura política como o único estado a eleger dois senadores do PT nesta eleição. Rui Costa retorna ao Legislativo federal após ter exercido o cargo de governador da Bahia por dois mandatos e posteriormente assumido o Ministério da Casa Civil. Jaques Wagner, por sua vez, retorna ao Senado para um novo mandato depois de também ter governado o estado. A votação dos dois candidatos também reforçou a influência do grupo político do governador Jerônimo Rodrigues no resultado Estadual.

Presidência: Bahia mantém ampla vantagem para Lula

Na disputa pela Presidência da República, a Bahia apresentou uma votação expressiva para Lula. Com praticamente toda a apuração concluída, o candidato do PT alcançou aproximadamente 66,17% dos votos válidos no estado, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) ficou com cerca de 28,53%. A diferença registrada na Bahia foi significativamente superior à margem observada em diversos outros estados Brasileiros. No cenário nacional, entretanto, Lula e Flávio Bolsonaro foram os dois candidatos mais votados e disputarão o segundo turno em 25 de outubro, conforme confirmação do TSE.

O resultado presidencial mostra que, apesar da polarização nacional, o comportamento do eleitorado Baiano permaneceu fortemente alinhado ao campo político liderado pelo PT.

Câmara dos Deputados: Bahia define 39 representantes

A Bahia terá 39 Deputados Federais na legislatura que começa em 2027. O candidato mais votado foi Pastor Sargento Isidório (Avante), com 248.147 votos, seguido por Antonio Brito (PSD), com 205.815, e Neto Carletto (Avante), com 197.240 votos. A nova bancada federal ficou distribuída entre diferentes partidos, mostrando que, apesar da força das maiores siglas, a representação baiana continuará bastante diversificada.

Entre os 39 eleitos estão:

1. Pastor Sargento Isidório (Avante)
2. Antonio Brito (PSD)
3. Neto Carletto (Avante)
4. Daniel Alencar (PSD)
5. Lucas Reis (PT)
6. Sandro Filho (PP)
7. Ivoneide Caetano (PT)
8. Doutora Raissa Soares (PL)
9. Roberta Roma (PL)
10. Gabriel Nunes (PSD)
11. Jorge Solla (PT)
12. Valmir Assunção (PT)
13. Sergio Brito (PSD)
14. Ricardo Maia (MDB)
15. Diego Coronel (Republicanos)
16. Carlos Muniz (PSDB)
17. Afonso Florence (PT)
18. Elmar (União Brasil)
19. Olivia (PCdoB)
20. Dal Barreto (União Brasil)
21. Adolfo Viana (PSDB)
22. Daniel (PCdoB)
23. Alice Portugal (PCdoB)
24. Ditinho Avivip (União Brasil)
25. Claudio Cajado (PP)
26. Leur Lomanto Junior (União Brasil)
27. Maria Marighella (PT)
28. Joseildo (PT)
29. João Bacelar (PL)
30. Paulo Azi (União Brasil)
31. Capitão Alden (PL)
32. Manuel Rocha (União Brasil)
33. Léo Prates (Republicanos)
34. Raimundo Costa (PSD)
35. Mario Negromonte Jr (PSB)
36. Márcio Marinho (Republicanos)
37. Charles Fernandes (PSD)
38. Elmo Vaz (Avante)
39. Felix Mendonça (PDT).

A distribuição partidária, segundo a apuração divulgada, ficou com sete deputados do PT, seis do PSD, seis do União Brasil, quatro do PL, três do Avante, três do Republicanos, três do PCdoB, dois do PP, dois do PSDB, um do MDB, um do PSB e um do PDT. É importante destacar que a eleição para deputado federal ocorre pelo sistema proporcional. Portanto, a definição das cadeiras não depende apenas da votação individual de cada candidato, mas também do desempenho dos partidos e federações.

Assembleia Legislativa terá 63 deputados

Para a Assembleia Legislativa da Bahia, o eleitorado escolheu 63 representantes. A maior votação individual foi de Ivana Bastos (PSD), com 203.202 votos, seguida por Diego Castro (PL), com 160.305, e Rowenna (PT), com 137.266 votos.

A lista dos eleitos, em ordem de votação, ficou assim:

1. Ivana Bastos (PSD)
2. Diego Castro (PL)
3. Rowenna (PT)
4. Dr. Thiago Gilleno (Republicanos)
5. Denise Menezes (PSD)
6. Elinaldo (União Brasil)
7. Rosemberg (PT)
8. Alex da Piatã (PSD)
9. Pedro Tavares (União Brasil)
10. Rogério Andrade (MDB)
11. Luciano Pinheiro (PDT)
12. Sandro Régis (União Brasil)
13. Osni (PT)
14. Cinthya Marabá (PL)
15. Angelo Almeida (PT)
16. Samuel Júnior (PL)
17. Andrea Castro (PSD)
18. Vilma Reis (PT)
19. Marcinho Oliveira (PDT)
20. Tancredo Isidório (Avante)
21. Léo de Neco (Avante)
22. Igor (PL)
23. Niltinho (PSD)
24. Júlio Pinheiro (PT)
25. Jânio Natal Júnior (PL)
26. Juvenilson Passos (PT)
27. Hassan de Zé Cocá (PP)
28. Zé Raimundo (PT)
29. Ricardo Rodrigues (PSD)
30. Júnior Muniz (PT)
31. Carlinhos Sobral (MDB)
32. Eduardo Alencar (PSD)
33. Júnior Nascimento (União Brasil)
34. Cláudia Oliveira (PSD)
35. Bobô (PCdoB)
36. Dr. Pitágoras (PP)
37. Angelo Coronel Filho (Republicanos)
38. Kleber Rosa (PSOL)
39. Vitor Azevedo (Avante)
40. Silva Neto (Avante)
41. Tiago Correia (PSDB)
42. Paulo Câmara (PL)
43. Fabrício (PCdoB)
44. Penalva (PP)
45. Roberto Carlos (PV)
46. Ludmilla Fiscina (PSD)
47. Robinson (PT)
48. Fátima Nunes (PT)
49. Eduardo Salles (PV)
50. Tagner (PT)
51. Jurailton Santos (Republicanos)
52. Luciano Simões Filho (União Brasil)
53. Zó do Sertão (PCdoB)
54. Marquinho Viana (PV)
55. João de Furão (Avante)
56. Neusa Cadore (PT)
57. Euclides Fernandes (PT)
58. Neto Coelho (PDT)
59. Soldado Prisco (PL)
60. José de Arimateia (Republicanos)
61. Jordavio Ramos (PSDB)
62. Josafá Marinho (PDT)
63. Cacau da Mata (PDT).

Na composição partidária da nova Assembleia, o PT elegeu 14 deputados, formando a maior bancada. Na sequência aparecem PSD, com nove; PL, com sete; União Brasil, PDT e Avante, com cinco cada; Republicanos, com quatro; PP, PCdoB e PV, com três cada; MDB e PSDB, com dois cada; e PSOL, com um representante. O resultado também chama atenção pela presença de novos nomes e pela permanência de parlamentares com trajetória consolidada no Legislativo Baiano.

O que as urnas sinalizam sobre a Bahia

A leitura dos resultados permite identificar alguns movimentos importantes no mapa político baiano, sem confundir análise eleitoral com opinião partidária. O primeiro deles é a manutenção da força eleitoral do PT na Bahia. O partido venceu a eleição presidencial no estado, reelegeu Jerônimo Rodrigues para o Governo e conquistou as duas cadeiras do Senado colocadas em disputa. Ao mesmo tempo, a eleição para deputado mostrou um cenário mais fragmentado. Na Câmara Federal, 12 siglas diferentes conseguiram eleger representantes, enquanto na Assembleia Legislativa foram 13 partidos com cadeiras, segundo a composição divulgada após a apuração.

Outro aspecto é o desempenho de partidos de oposição ou de centro-direita nas eleições proporcionais. PL, União Brasil, PSD, Republicanos, Avante e outras legendas ampliaram ou preservaram espaços importantes na representação estadual e federal. Na Assembleia, por exemplo, Diego Castro (PL) terminou como o segundo candidato mais votado individualmente, enquanto nomes ligados ao União Brasil, Republicanos, PP, Avante, PDT, PSDB e outras siglas também conquistaram cadeiras.

A nova composição, portanto, não reproduz integralmente o resultado das eleições majoritárias. O eleitorado baiano deu uma vantagem clara ao grupo político de Jerônimo nas disputas para presidente, governador e Senado, mas distribuiu os votos proporcionais entre um conjunto amplo de partidos.

Uma eleição marcada por dois turnos em nível Nacional

Com a Bahia já tendo definido seu governador no primeiro turno, o calendário eleitoral segue agora com uma nova etapa apenas para a Presidência da República e para os governos estaduais onde nenhum candidato alcançou maioria absoluta. No caso nacional, o TSE confirmou Lula e Flávio Bolsonaro como os dois candidatos que disputarão o segundo turno em 25 de outubro.

O resultado de 2026 deixa um retrato eleitoral marcado, de um lado, pela força do grupo político que comanda o Executivo baiano e, de outro, por uma representação legislativa diversificada, na qual diferentes partidos terão participação na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa. Mais do que os números individuais, a eleição desenhou o cenário político que acompanhará a Bahia a partir de 2027 — com novos mandatos, novas alianças, oposição organizada e uma Assembleia e uma bancada Federal que terão papel decisivo na discussão dos projetos e prioridades do estado nos próximos quatro anos.

 

Netinhonews/Cloves Neto & Max Almeida



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Publicado em 04 de outubro de 2026



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