Polícia Civil realiza Operação “Falso Delta” contra presidiários que estavam cometendo golpe do Pix, passando-se por delegado da Polícia Civil

A Operação denominada “Falso Delta” foi realizada nesta quarta-feira, 20 de maio, pela equipe do GATTI/18ª COORPIN, com apoio dos Policiais Penais do Conjunto Penal de Paulo Afonso – CPPF (Presídio), para cumprimento de Ordem Judicial por meio de mandados de prisão preventiva e busca e apreensão por crimes de Estelionato e Associação Criminosa, em desfavor de quatro detentos investigados por cometerem o golpe do Pix, passando-se por uma autoridade policial (delegado) e que já cumprem pena por outras tipificações criminais. Durante o cumprimento dos mandados, foi possível a apreensão de determinados materiais eletrônicos, entorpecentes e cadernos de anotações da movimentação financeira dos criminosos.
Entenda como eles cometiam os golpes
A Polícia Civil da Bahia vinha investigando vários casos de golpes praticados por um grupo criminoso, o qual se utilizava de números de WhatsApp com fotos de autoridades policiais (delegados) retiradas de redes sociais para cometer golpes em estabelecimentos comerciais, principalmente na área alimentícia (lanchonetes, restaurantes e similares), passando-se por tal pessoa, solicitando os produtos e o troco via PIX para determinado valor ainda ser pago no momento da entrega, que seria neste caso em espécie (cédula), na maioria do valor de R$ 200,00. As vítimas acabavam caindo no golpe devido a estarem sendo contactadas por uma suposta autoridade policial (delegado), e a entrega seria feita na delegacia territorial daquela cidade de origem do golpe, o que aumentava a suposta credibilidade dos golpistas, que ainda não satisfeitos, solicitavam o número dos entregadores, nos quais eles pediam para realizar a compra de um determinado medicamento de valor de baixo custo, e pediam para que o entregador fizesse a recarga de créditos de números pré-pagos acima do valor de R$ 100,00, e que seria restituído para ele na hora da entrega, o que acabava sendo realizado também pela maioria dos entregadores, que, ao chegarem nas referidas unidades policiais, iriam descobrir que tanto a empresa quanto eles teriam caído em um golpe dos criminosos.
Com os cruzamentos de informações entre as unidades policiais de todo o Estado, principalmente das delegacias das cidades de Eunápolis (23ª COORPIN) e de Iguaí (21ª COORPIN), foi possível identificar que os aparelhos celulares utilizados para cometer os golpes estavam sendo usados por detentos do Conjunto Penal de Paulo Afonso – CPPA (Presídio), sendo possível ainda identificar os criminosos, o que levou a ser solicitado pela Polícia Civil, por meio das coordenadorias envolvidas, entre elas a 18ª COORPIN, da região da cidade de Paulo Afonso, os mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão nas celas dos detentos investigados, que inicialmente foram quatro envolvidos identificados, que não tiveram os nomes divulgados.
Em Teixeira de Freitas e região, vários estabelecimentos comerciais dos referidos fins já citados caíram no golpe, chegando em uma única noite a cerca de 10 estabelecimentos e entregadores serem vítimas dos golpistas criminosos, algo que por várias vezes foi presenciado pela nossa equipe de reportagem de plantão no Complexo Policial. Fica o alerta para esse tipo de golpe, pois outros criminosos podem querer tentar usar o mesmo formato para cometer golpes em novas vítimas. Não se passa troco antecipado para ninguém, e muito menos compras para quem você não conhece pessoalmente e que tenha um vínculo de confiança.
Netinhonews/Cloves Neto
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